Estudo gratuito

Entre o Fogo e a Floresta

A resposta aos incêndios florestais já existe nos territórios.

Esta publicação gratuita mostra, com dados, como comunidades organizadas previnem, monitoram, manejam e combatem o fogo em cinco biomas do Brasil.

Entre 2021 e 2026, o Fundo Casa apoiou 283 projetos de brigadas e organizações comunitárias que atuam na prevenção, no Manejo Integrado do Fogo (MIF) e na proteção dos territórios.

O estudo apresenta quem faz esse trabalho, onde ele acontece e o que o financiamento pode fortalecer.

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Conheça o trabalho das brigadas na proteção dos territórios:

Seus dados são tratados conforme a Política de Privacidade do Fundo Casa e usados apenas para os fins indicados acima.

O que é esse estudo?

Entre o Fogo e a Floresta apresenta uma análise estratégica do portfólio do Fundo Casa Socioambiental de apoio às Brigadas Voluntárias e Comunitárias de prevenção e combate aos incêndios florestais.

O estudo mapeia a distribuição temporal, territorial e temática dos projetos apoiados e cruza os dados com as fontes oficiais de monitoramento do fogo no país, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o MapBiomas. Também reúne as respostas de um questionário aplicado a 161 organizações apoiadas e estudos de caso.

A publicação mostra como o financiamento direto transforma brigadas comunitárias em infraestruturas permanentes de prevenção, adaptação e governança territorial (93,8% das brigadas consultadas contribuíram para proteger nascentes, florestas nativas e corredores de biodiversidade), e discute como esse apoio se conecta a políticas públicas como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF) e às agendas internacionais de clima e biodiversidade.

No final, o estudo reúne lições aprendidas e recomendações para o campo da filantropia climática.

Produzido pelo Fundo Casa Socioambiental, o estudo é leitura essencial para financiadores, gestores públicos de prevenção e manejo do fogo, organizações socioambientais e formadores de opinião.

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Brigadistas em área de vegetação rasteira, com equipamentos de proteção
Brigadistas combatendo o fogo em um campo aberto

O estudo
em números

  • R$ 12,6 milhões

    em apoio direto a Brigadas Voluntárias e Comunitárias, entre 2021 e 2026.

  • 283 projetos

    apoiados em 19 estados e em 5 dos 6 biomas brasileiros.

  • 201 organizações apoiadas

    sendo 140 Brigadas Voluntárias e Comunitárias.

  • 39 Terras Indígenas

    e 24 Unidades de Conservação em áreas de atuação das organizações apoiadas.

  • 42,8% dos projetos

    são conduzidos por associações indígenas.

  • 82,6% das brigadas

    consultadas seguem ativas depois do apoio.

  • 85,7% das organizações

    afirmam que a situação dos incêndios melhorou desde o fortalecimento da brigada.

O que você vai encontrar

São seis anos de apoio em análise, organizados para serem lidos de forma direta por financiadores, gestores públicos e organizações.

  • O portfólio em panorama

    A trajetória dos projetos apoiados entre 2021 e 2026: quem recebeu o apoio, o que fazem e onde estão, em uma fotografia nacional.

  • O contexto do fogo no Brasil

    O quadro climático e territorial que explica por que a prevenção é estratégia permanente: temperaturas em alta, focos de calor e área queimada, bioma a bioma.

  • As Brigadas Voluntárias e Comunitárias em cena

    O papel dessas organizações como primeira linha de prevenção e resposta, e como estruturas permanentes de proteção dos territórios. A evidência científica confirma o efeito dessa presença: em Terras Indígenas com brigadas, os focos de calor caíram 22,7%; nas áreas sem brigadas, subiram 12,3% (estudo de Falleiro e colaboradores, 2025).

  • Políticas públicas e agenda internacional

    Como o trabalho das brigadas se conecta à Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF) e às agendas globais de clima e biodiversidade (83,9% das organizações mantêm parceria ativa com órgãos públicos de prevenção e combate a incêndios).

Conectando soluções
locais a decisões globais

O Fundo Casa Socioambiental atua há mais de duas décadas no financiamento direto a organizações comunitárias que cuidam de territórios no Brasil e na América do Sul. Seu modelo coloca as comunidades no centro: o recurso chega de forma rápida, direta e simplificada a quem vive e conhece o território em profundidade.

É dessa lógica que nasce a estratégia de apoio às Brigadas Voluntárias e Comunitárias, analisada nesta publicação: seis anos de investimento contínuo no fortalecimento das capacidades destas iniciativas.

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